Sindiquinze repudia declarações da senadora Kátia Abreu sobre progressão e estabilidade dos servidores

A diretoria do Sindiquinze manifesta repúdio às declarações da senadora Kátia Abreu (PP/TO) sobre a progressão e estabilidade dos servidores públicos. Durante participação em uma live promovida pelo jornal Valor Econômico na última quarta-feira (16), a integrante da Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa afirmou que parte significativa dos servidores da União “sobe rápido” na carreira o que, segundo ela, prejudica a produtividade.

“Que estímulo [os servidores] têm para se esforçarem, se empenharem, se chegam no topo da carreira em 10, 15 anos?”, questionou.

A senadora enfatizou, ainda, “o benefício” do fim da estabilidade no serviço público. Para ela, somente as carreiras típicas de Estado devem ser preservadas com essa segurança. “O grande mal da estabilidade é que perdemos o rumo das coisas, o fio da meada. Não tivemos um órgão administrador do RH do país. A estabilidade virou automática”.

Kátia Abreu criticou as atuais regras de progressão na carreira e rebaixou a qualificação da categoria ao afirmar que “a bonificação é por um monte de diploma e certificado, que nem sempre está relacionada com o trabalho do servidor”.

A parlamentar listou também a redução salarial proposta pela PEC 32/2020 e disparou outros ataques ao ressaltar que os salários dos servidores federais “são mais altos do que em outros entes federativos”.

O Sindiquinze, integrado na luta da Fenajufe e demais sindicatos dos servidores públicos do país, ratifica a mobilização contrária à aprovação da Reforma Administrativa e lembra que, diferente do afirmado pela senadora Kátia Abreu, a estabilidade no serviço público é garantia de lisura e efetividade no trabalho prestado à sociedade, sem brecha para perseguições ou troca de favores.

Sobre a progressão, mais do que “um monte de diploma e certificado”, é preciso ressaltar a melhoria da qualidade técnica oferecida pelos servidores que buscam sim a progressão na carreira através de especializações que asseguram o atendimento das necessidades do cidadão.

As afirmações da integrante da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa apenas reafirmam a tentativa do Executivo em acabar com o serviço público e depreciar a imagem daqueles que se empenham em uma prestação de serviços com compromisso e responsabilidade.

Neste sentido, o Sindiquinze reafirma o repúdio a qualquer tentativa de desqualificar a categoria ou o serviço público. O sindicato relembra o chamado para que os servidores do TRT-15 se juntem a nós contra essa nefasta proposta do governo.

Uma das iniciativas já implementadas é o envio de carta virtual aos parlamentares contra a Reforma Administrativa. Para isso, basta acessar o link do disparador criado pela Fenajufe (AQUI), colocar o nome, e-mail e clicar em enviar. Todos os deputados e senadores receberão o manifesto contra a PEC 32/2020.

Com união e mobilização lutaremos pela manutenção dos nossos direitos e contra qualquer tentativa de depreciação da categoria!

Por Caroline P. Colombo

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