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23/05/2017 - 16:40:57
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OPOSIÇÃO CONSEGUE DERRUBAR SESSÃO DA CAE DO SENADO; RELATÓRIO SOBRE A REFORMA TRABALHISTA É
 

Após muito bate-boca e troca de agressões físicas entre senadores, a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi encerrada por volta das 16h30 de hoje e o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista não foi lido. O presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), tentou articular a aprovação do relatório, mas diante do tumulto provocado por senadores da oposição, a sessão foi encerrada. Segundo a Agência Senado, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que o relatório da reforma trabalhista foi dado como lido após a confusão entre senadores da oposição e da base do governo. 

A votação do relatório favorável à aprovação da “reforma” trabalhista foi feita a pedido do presidente Michel Temer (PMDB), para tentar dar ares de normalidade ao funcionamento do Governo e também mostrar força no Congresso. Na sexta-feira passada, o relator do projeto na CAE afirmou que a tramitação da reforma estava suspensa, mas depois de várias reuniões e conversas com a cúpula do PSDB passou a defender a votação do tema com rapidez.

Os senadores de oposição defenderam a todo momento a suspensão da reunião e o adiamento da votação do projeto até que a crise política provocada pela gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, e o presidente Temer seja superada.

CONFUSÃO

Na sessão de hoje, senadores da oposição apresentaram um pedido para adiar a leitura do relatório de Ricardo Ferraço. O requerimento foi rejeitado por 13 votos a 11. Após a votação, houve protestos e os senadores começaram a discutir mais uma vez o adiamento da leitura do relatório.

O senador Tasso Jereissati se preparava para passar a palavra para o relator Ricardo Ferraço fazer a leitura, quando Lindbergh Farias (PT-RJ) foi em direção ao relator dizendo que a oposição não ia permitir a leitura.

Houve, então, gritaria, empurrões e os senadores ficaram exaltados.

Lindbergh Farias e Ataídes Oliveira (PSDB-TO), mais exaltados, precisaram ser contidos por colegas e até seguranças. Parlamentares contrários à reforma se dirigiram à mesa e fizeram um cordão de isolamento para impedir a leitura do relatório. Nesse momento, Ataídes e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) trocaram acusações. O senador tucano, gritando, precisou ser contido por Otto Alencar (PSD-BA).

A sessão, neste instante, foi suspensa pelo presidente da comissão. Algumas pessoas que estavam na plateia acompanhando a reunião da comissão gritavam palavras de ordem contra o presidente Michel Temer. Por causa da confusão, o relatório foi dado como lido, segundo o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) e, sem seguida, o texto foi divulgado no site do Senado. A data para votação nessa comissão ainda não foi confirmada, mas deve ser a partir de terça-feira, dia 30, pois é necessário um prazo de cinco dias entre a leitura do parecer e sua votação. 

“REFORMA”

O projeto do governo enviado ao Congresso e já votado pela Câmara prevê que os acordos coletivo e individual entre patrões e empregado se sobrepõe sobre as leis; entre outras cerca de cem modificações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É o maior retrocesso em relação à retirada de direitos dos trabalhadores de toda a história. 

Com informações da Agência Senado

 
 

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