Carta aberta sobre criação do sindicato dos oficiais no RJ

O Sindiquinze, a Assojaf-15 e a Aojustra publicaram hoje, dia 26 de abril, uma Carta Aberta aos Oficiais de Justiça do Rio de Janeiro, sobre a proposta de criação do sindicato próprio naquele estado.

De acordo com as entidades, “tal iniciativa não contribui para o fortalecimento da categoria, mas, ao contrário, concorre para seu enfraquecimento, com a perda e o fracionamento da nossa unidade, tanto é que já foi rechaçada anteriormente, em assembléia convocada para a mesma finalidade”.

O texto reafirma solidariedade aos Oficiais do Rio de Janeiro e de todo o Brasil pelas dificuldades enfrentadas quanto ao trabalho, riscos cotidianos, “porém entendemos que essas adversidades são enfrentadas de forma mais eficaz com a união de toda a categoria e encaminhamento das pautas específicas para o cargo através dos núcleos de Oficiais de Justiça existentes nos sindicatos, tal qual o modelo já existente no Sisejufe e em outros sindicatos da categoria, e das associações dos Oficiais de Justiça que atuam para suprir eventuais lacunas”.

Ao final, o Sindiquinze e as associações conclamam os Oficiais de Justiça da base do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe-RJ) que reavaliem a iniciativa de criação de sindicato específico para os ocupantes do cargo.

Confira abaixo o texto completo:

CARTA ABERTA aos colegas Oficiais de Justiça Federais do Rio de Janeiro

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”.

As entidades abaixo assinadas, representativas do oficialato da Justiça do Trabalho no âmbito dos TRTs da 15ª e da 2ª Região, tiveram conhecimento da convocação feita pela Comissão Pró-Fundação do Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais, para assembleia geral marcada para o dia 30/04/2019, onde se pretende votar pela fundação de um sindicato próprio no Estado do Rio de Janeiro, por dissociação do sindicato local, data que coincide com a realização do Congrejufe, congresso de abrangência nacional, da maior relevância para os servidores do Poder Judiciário da União.

Tal iniciativa não contribui para o fortalecimento da categoria, mas, ao contrário, concorre para seu enfraquecimento, com a perda e o fracionamento da nossa unidade, tanto é que já foi rechaçada anteriormente, em assembleia convocada para a mesma finalidade.

Pedimos aos colegas Oficiais do Rio de Janeiro que reflitam sobre estas questões: uma assembleia marcada propositalmente para a mesma data do maior evento nacional do âmbito dos servidores do Poder Judiciário da União e, mais ainda, no exato dia em que haverá a assembleia de eleição da diretoria da Fenajufe, demonstra lealdade e transparência de seus organizadores ou líderes? Mudanças que impactariam a vida profissional de toda a categoria devem ser discutidas “no apagar das luzes” em concomitância ao evento nacional da magnitude do Congrejufe? Uma mudança positiva e revestida de boas intenções é decidida nestas circunstâncias, sem a participação de colegas Oficiais que estarão no Congrejufe?

Na atual conjuntura não nos faltam razões para buscarmos a unidade e o fortalecimento da categoria: a Reforma da Previdência, a previsão de reajuste zero com o congelamento dos gastos públicos, ausência de data-base, ataques ao direito de greve, entre outras tantas medidas que visam o sucateamento do serviço público, nos mostram que a unidade e o fortalecimento é a única forma que temos para sobreviver.

Somos solidários às dificuldades enfrentadas pelos Oficiais de Justiça do Rio de Janeiro e do Brasil todo, quanto ao trabalho, riscos cotidianos, porém entendemos que essas adversidades são enfrentadas de forma mais eficaz com a união de toda a categoria e encaminhamento das pautas específicas para o cargo através dos núcleos de Oficiais de Justiça existentes nos sindicatos, tal qual o modelo já existente no Sisejufe e em outros sindicatos da categoria, e das associações dos Oficiais de Justiça que atuam para suprir eventuais lacunas.

Diferenças políticas e ideológicas existem nas diversas direções sindicais e associativas, e essas divergências são salutares e até necessárias para o processo democrático e de amadurecimento das entidades.

Assim sendo, as entidades abaixo assinadas, conclamam aos colegas Oficiais de Justiça da base do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro – SISEJUFE que reavaliem a iniciativa de criação de sindicato específico para os ocupantes do nosso cargo.

SINDIQUINZE (Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Justiça do Trabalho da 15ª Região)
ASSOJAF-15 (Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais da Justiça do Trabalho da 15ª Região)
AOJUSTRA (Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais do TRT da 2ª Região)

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